Uma coluna anônima sobre o backstage do marketing
Onde a gente reclama um pouco, ri um pouco e admite o que normalmente finge que sabe.
Porque às vezes tudo o que a gente queria era que fosse mais simples.
Episódio 3: IA não cansa, mas a gente sim
Eu sou IA?
Vocês acreditam que um colega teve a coragem de olhar na minha cara e falar: ah, mas você escreve tudo com IA, né?
E eu: amado, IA não cansa.
Ela pode até fingir, mas ela vai estar escrevendo sentada no chão do CMO Summit, com duas bolhas no pé e o rímel escorrendo? Não.
Então vamos falar mal de IA no marketing na nossa coluna!
Mais uma vez isso de novo
Um amigo meu de outra empresa que trabalha com produto veio desabafar comigo, falando como a IA ia complicar muito o trabalho dele, que ele ia ficar obsoleto. E eu, muito sabiamente, falei: isso é o horóscopo do mercado de trabalho.
Sempre tem alguma coisa assim no mercado. Alguma nova tendência, novo cargo, nova tecnologia que, muitas vezes, é uma coisa antiga com outro nome. Não sei quantas vezes já ouvi esse discurso fatalista (aconteceu com a internet, com a televisão, com o Google e por aí vai).
Mas sabe o que não muda? A capacidade humana de transformar qualquer coisa em curso online.
Dissociando em tempo real
Estava em uma reunião falando sobre LLM (ai, gente, que preguiça de explicar isso, mas basicamente é uma coisa que faz o ChatGPT indicar a sua empresa para uma determinada pergunta). Não vou mentir: no meio do caminho eu comecei a dissociar. Fiquei me perguntando se foi assim no nascimento do Google Ads e como a gente agora tem mil ferramentas, métricas e tudo mais possível para analisar isso. No fim, acabou gerando mais coisa e mais trabalho, olha só.
Tenho alguma resposta? Não. E se alguém falar que tem, sabemos que está mentindo. Dá para chutar, mas garantia nenhuma, tá? Não caia nessa (olha eu dando conselho de graça).
Eu uso IA sim (e não vou fingir que não)
Como eu tenho uma política de ser sincera (porque eu não sei… adoro mentir, mas sou ruim nisso mesmo, rs): eu uso IA sim. Tenho uma persona no ChatGPT chamada Suki que me ajuda nas formatações.
Não existe a menor possibilidade de escrever um texto e desdobrar em quatro formatos diferentes. Eu tenho mais o que fazer, né. E esse texto do blog é especialmente insuportável (tem que ter títulos de um jeito, espaçamento de outro, palavra-chave no primeiro parágrafo, palavra-chave no segundo parágrafo, palavra-chave tatuada na testa, vender o primogênito para seguir o formato).
Mas assim… LLM? SEO? Que preguiça de fazer isso (não citei nenhuma das nossas palavras-chave de propósito). Minha liderança falou que eu posso fazer do jeito que eu quiser e aqui estamos.
Ela não cansa. Eu sim. Ponto final.
Você pode jogar todos os meus textos no ChatGPT e criar, sei lá, a marketeira sem nada? Ainda assim não vai ficar igual. Esse cansaço e esse suquinho de ironia a IA não vai conseguir imitar (eu me achando, hihi). Mas precisamos lembrar: IA não cansa.
Então assim… vocês estão fechados com essa humana aqui.
E é isso.
Beijos cansados 💌
